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quarta-feira, 3 de março de 2010

Parte XI - Villa-Lobos


Notoriedade

Em 1919 participa na Argentina de um concerto de música de câmara brasileira, organizada pela Associação Wagneriana de Buenos Aires. Seu Quarteto de cordas n°2 fez tanto sucesso que garantiu ao maestro reconhecimento mundial. Mesmo com os aplausos gostava de dizer: "Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta".

Portas abertas

A casa de Villa-Lobos, tanto no Brasil quanto em Paris, era um ponto de encontro entre músicos e artistas. Tornaram-se famosas as reuniões e feijoadas que promovia. De acordo com estudiosos, ele era extremamente carismático e estava sempre de braços abertos para novas amizades. Apesar da fama, não chegou a ficar rico, e também nunca teve filhos.

Encanto latino

O nacionalismo e a descrição da beleza natural brasileira em suas composições encantaram a França. Tanto que o famoso musicólogo francês Henry Prunières declarou: "É a primeira vez na Europa que se assiste obras vindas da América do Sul; elas nos trazem a natureza, uma profusão de frutas, pássaros e flores..."

Rebelde sem causa

Em 1932, durante uma cerimônia na Universidade do Rio de Janeiro, anuncia seu programa cultural. No roteiro atacava os professores de música, criticava o futebol e as emissoras de rádio. Suas palavras geraram imensa polêmica, mas ganharam destaque e adeptos por todo o país.

Bagunça organizada

Villa-Lobos nunca foi um compositor organizado. Não conseguia se dedicar a um trabalho só. Estava sempre com novas idéias na cabeça e costumava compor nos mais diversos lugares; durante o banho, dentro de um ônibus, ou num parque barulhento. Não tinha regras e sempre recusou fazer revisões em suas peças. Gostava mesmo era de seus 'monstros' (rascunhos feitos em guardanapos de papel). Deles saiam suas partituras finais.

Part X - Brahms


Erro que perdurou

Em 1860, Brahms cometeu, talvez, o maior erro da carreira. Junto com o violinista Joseph Joachim e outros dois músicos, ele assinou um manifesto contra a escola neo-alemã e a "música do futuro" de Franz Liszt e Richard Wagner. Por isso, mesmo sendo contrário a criações de polêmicas, ficou conhecido como reacionário e conservador por um longo tempo. Este rótulo só foi "retirado" no século 20, devido ao famoso ensaio "Brahms, o Progressista", de Arnold Schoenberg, o pai do dodecafonismo. Ele tentou provar, por volta de 1930, que Brahms era inovador e até mesmo revolucionário.

Amor platônico?

Há indícios de que a pianista Clara Schumann, mulher do compositor Robert Schumann, e Brahms viviam um amor platônico.

Morte

A cerimônia de enterro de Brahms foi acompanhada por uma multidão de músicos de diversos países da Europa. No entanto, nenhum parente ou mulher esteve presente no funeral do compositor. A aparência do músico no leito de morte assemelhava-se com a de um personagem bíblico: as barbas eram brancas e enormes. O corpo de Brahms está enterrado no Cemitério Central de Viena, próximo aos túmulos de Beethoven e Schubert.

Parte IX - Grieg


Truque além da música

Aos 10 anos Edvard Grieg começou a freqüentar uma escola na região de Berger. Desde o início, demonstrava profunda antipatia pelas disciplinas da instituição --não gostava das regras, das obrigatoriedades e das lições repetitivas. Sempre procurava arranjar alguma desculpa para não ir ao colégio. Um dia, ele percebeu que os alunos que chegavam molhados pela chuva, freqüente principalmente durante o verão, eram dispensados das aulas. A partir desde momento, adotou uma prática: todo dia, no caminho de casa para a escola, ficava alguns minutos embaixo das goteiras das calhas para molhar as roupas. O truque deu certo por um longo período, e só foi descoberto quando ele apareceu todo encharcado diante do professor em um dia que não havia chovido.

Almas gêmeas

"Eu me apaixonei por uma garota que tinha uma voz maravilhosa e um grande talento para interpretação. Essa jovem tornou-se minha mulher e minha companheira de toda a vida. Além disso, para mim, eu tenho de admitir, ela é a genuina intérprete de minhas músicas". A declaração foi dada por Edvard Grieg a um de seus biógrafos, o norte-americano Henry Fincke, em 1900. A adoração do compositor por Nina Hagerup foi fonte de inspiração para todas as suas canções. De acordo com o biógrafo, para Grieg, mesmo não sendo a única fonte e a única intérprete, ela sempre influenciou, involuntariamente, na criação de suas composições. Como cantora-intérprete e esposa-companheira, Nina contribuiu para a evolução da obra de Grieg.

Destaque na Dinamarca

Durante o período que morou em Copenhague, Grieg se aproximou de diversos compositores reconhecidos, entre eles Niels W. Gade, que ocupava a posição do mais proeminente da Escandinávia. Depois de concluir sua única sonata para piano e sua primeira sonata para violino, Grieg mostrou as partituras para Gade dar seu parecer. As pessoas próximas a Gade diziam que quando ele ficava extremamente inspirado com alguma coisa, costumava beber muita água. Neste dia, o maestro esvaziou quatro garrafas enormes.

Mozart desde a escola

Além de não gostar da escola, Grieg nunca foi um bom aluno e tinha péssimas notas. Para ele, a descoberta da música estava acima de todos os outros aprendizados. Não foi à toa que foi apelidado de "Mosak" por seus colegas de classe. Em uma ocasião, durante uma aula, o professor perguntou à turma quem havia composto a obra Requiem. Imediatamente, Grieg respondeu: Mozart. Os outros alunos, que nunca tinham ouvido falar no compositor, estranharam o fato de Grieg saber responder a questão, já que nunca havia se manifestado em relação a nenhum outro assunto dentro da sala de aula. A partir de então, o garoto ficou conhecido por "Mosak", em alusão ao músico.

Grieg e o Brasil

Poucos sabem que Grieg contribuiu como fonte de inspiração para o desenvolvimento da música clássica brasileira. Alberto Nepomuceno (1864-1920), um dos mais importantes compositores brasileiros --considerado um dos mestres de Heitor Villa-Lobos-- conheceu o norueguês durante uma visita a Berger. O contato com Grieg influenciou fortemente o trabalho do brasileiro, despertando-o para a riqueza cultural do Brasil. A marca de Grieg na obra de Nepomuceno pode ser notada inclusive nas denominações de suas criações. Ambos compuseram "peças líricas" para piano. Outra semelhança aparece em Suíte antiga de Nepomuceno, que, como a Suíte de Holberg (Suíte em estilo antigo) de Grieg, foi inicialmente escrita para piano antes de ser orquestrada. Mas a mais importante característica adotada pelo brasileiro foi o uso do folclore e do idioma nacional em músicas e encenações.

Grieg e a cultura popular

A obra de Grieg não se limita apenas aos cenários eruditos. Muitas de suas composições, a maioria para a peça Peer Gynt, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, estão presentes em 57 produções cinematográficas, programas e séries televisão. Entre os filmes estão M, o vampiro de Dusseldorf (1931), com In the Hall of the Mountain King, e Baby (1995), com Lyric piece no. 28 (op. 47 no. 6). Além disso, "Morning Mood" é constantemente usada na programação da Warner Bros. Cartoons, já que os direitos da música foram adquiridos pela produtora.

Parte VIII - Bizet


Carmen no cinema

Poucas histórias foram tão filmadas quanto Carmen. Uma das primeiras adaptações da obra para as telas foi feita ainda nos tempos do cinema mudo, por Charles Chaplin (Charlie Chaplin's Burlesque on Carmen), em 1916. Assim como Chaplin, que transformou o trágico enredo original em uma comédia, nem sempre as adaptações seguiram a história ao pé da letra. Nos anos 80, o francês Jean-Luc Godard transformou a cigana Carmen em uma guerrilheira assaltante de bancos.

Bizet no celular

A obra de Bizet, considerada imoral em seu tempo, tornou-se hoje um dos temas mais freqüentes em aparelhos celulares em todo o mundo. A melodia de "Habanera" e de "Canção do Toureiro", ambas da Suíte n. 2 de Carmen, estão disponíveis em praticamente todos os modelos de aparelhos comercializados pelos principais fabricantes de telefones móveis do planeta.

Nietzsche, fã de Bizet

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) era apaixonado pela obra de Georges Bizet, especialmente pela ópera Carmen. Ele dizia ter assistido a ela dezenas de vezes. "Assistir Carmen foi um verdadeiro acontecimento para mim", escreveu. "Essa ópera deixou-me uma impressão incomparavelmente trágica. Em relação a Tristão e Isolda e aos sentimentos rebuscados de Wagner, Bizet compôs a antiópera. Em Tristão, a morte pelo amor é falsa, enquanto o apaixonado Don José, ao apunhalar sua amada, é autêntico", observou.

O (mau) conselho de Liszt

Se dependesse da opinião de Franz Liszt, Georges Bizet nunca teria largado a carreira de pianista para se tornar, ele também, compositor. Quando morou na Itália, após ganhar o Grande Prêmio de Roma, Bizet foi orientado por Liszt a deixar suas composições de lado, até então pouco promissoras, para investir tudo na carreira de instrumentista.

Carmen virou até novela de TV

No Brasil, a história da cigana Carmen tranformou-se em novela de tevê, escrita por Glória Perez, em parceria com Leila Mícolis. Exibida pela extinta TV Manchete, em 1987, a novela trazia Lucélia Santos e José Wilker nos papéis principais. Concorrendo com as superproduções da TV Globo, Carmen não conseguiu arrebatar muita audiência, a não ser nos capítulos em que Lucélia Santos aparecia nua em cena.

Parte VII - Bernstein


Bom samaritano

Bernstein era considerado um humanitário. Participou ativamente de diversas campanhas promovidas pela Anistia Internacional. Entre alguns eventos importantes dos quais participou está a turnê "Jornada pela Paz", apresentada em Atenas e Hiroshima, em 1985, para homenagear as vítimas da bomba atômica.

Outro fato marcante aconteceu em 1989. Quando o muro de Berlim estava prestes a cair, Bernstein ofereceu um presente ao povo germânico, regendo uma orquestra em ambos os lados da Alemanha.

Póstuma homenagem

O músico criou, em 1987, a Fundação Felícia Montealegre Fellowship, entidade carente que patrocina cursos de teatro a alunos de baixa renda. Segundo Bernstein, esta foi a melhor maneira que encontrou de homenagear sua falecida esposa.

O grande vencedor

A carreira de Bernstein foi marcada por inúmeras premiações, títulos e homenagens. Ganhou por mais de 10 vezes o Grammy, recebeu medalhas de ouro da MacDowell Colony, da Beethoven Society, do Mahler Gesellschaft e também da Academia Americana de Artes e Letras. Além disso, o Governo de Nova York o prestigiou com a Handel Medallion, maior honraria concedida pela cidade àqueles que se dedicam à cultura. Em 1990, foi premiado com cerca de US$ 100 mil pela Japan Arts Association.

Mil facetas

Por diversas vezes, Bernstein regeu orquestras inteiras sentado em frente a um piano. Além de escolher o repertório, ensaiar e conduzir os músicos, atuava como solista nas apresentações.

Reconhecimento

Enquanto ocupou o cargo de Diretor Musical da Filarmônica de Nova York, ele registrou um número recorde de apresentações, tornando a orquestra mundialmente conhecida e popular. Renunciou em 1969, e foi agraciado com o título de Maestro Honorário Vitalício.

Parte VI - Berlioz


Música no plural

Ao contrário da grande maioria dos compositores, Berlioz não compôs concertos para instrumentos específicos - piano, violino, quarteto de cordas etc. Ele sempre se dedicou a compor para orquestras inteiras. Uma de suas frases mais célebres deixava clara esta sua preferência: "Dizem que sempre escrevi para 500 músicos. Não é verdade. Às vezes contento-me com 450".

Cinco tentativas

Quando jovem, Berlioz inscreveu-se cinco vezes no Grand Prêmio de Roma, que dava direito a uma bolsa de estudos musicais naquela cidade européia. Na primeira vez, em 1825, foi sumariamente desclassificado. Dois anos depois, 1827, participou com uma cantata, Orphée Déchiré par les Bacchantes, que foi considerada "inexecutável" pelos jurados. Em 1828, ficou com o segundo lugar. Em 1829, o prêmio foi cancelado. Finalmente, no ano seguinte, com A morte de Sardanapalo, ganhou o primeiro lugar e a bolsa de estudos em Roma.

Trocado por um milionário

Amor, decididamente, não era o forte de Berlioz. Antes de casar com sua primeira esposa, Harriet Smithson, ele ficou noivo de uma pianista brilhante, Camille Mokel. Depois da temporada de estudos na Itália, Berlioz voltou decidido a pedir a mão da moça em casamento. Mas, para sua surpresa, em sua ausência, a moça decidira casar com outro, um milionário fabricante de pianos.

Música e macarrão

Depois de sua temporada em Roma, Berlioz não teria os italianos em boa conta: "Para os italianos, a música é um prazer sensual e nada mais. Sentem por esta nobre expressão da mente o mesmo respeito que sentem pela arte da cozinha. Desejam uma partitura que, como um prato de macarrão, possa ser assimilada imediatamente, sem que se vejam obrigados a pensar muito no assunto, ou até mesmo a prestar atenção", escreveu.

Blim, blom

No último movimento de sua Sinfonia fantástica, Berlioz incluiu uma profusão de sons, para retratar uma espécie de orgia sobrenatural, em que uma legião de bruxas e fantasmas passam a atormentar o protagonista da história. Entre os sons, aparecem inclusive os badalos de vários sinos. Mais tarde, tal ousadia seria saudada como vanguardista. Para os contemporêneos de Berlioz, contudo, aquilo não passava de um atentado ao bom gosto.

Parte III - Bach


Leitura à luz da lua

Sempre interessado em aprender cada vez mais, Bach não poupava esforços para avançar seus conhecimentos. Conta-se que certa vez, antes de completar 13 anos, ele pediu um livro emprestado ao seu irmão mais velho, Johann Christoph. Como este lhe negou, habilmente o menino encontrou uma solução para resolver o problema. Assim, todas as noites após irem se deitar, ele pegava o livro de música e varava madrugadas estudando. Como não podia acender velas para não chamar a atenção do irmão, por muito tempo estudou tendo como única claridade a luz da lua. Esse costume de transcrever obras na escuridão, aliás, perdurou por toda sua vida. Um esforço que certamente contribuiu para a sua completa cegueira.

Caminhada de 200 milhas a pé

Embora nunca tenha feito viagens fora da Alemanha, o compositor alemão chegou a cometer verdadeiras loucuras para vivenciar a música de outros artistas. Sua fama já era grande quando, em Arnstadt, resolveu pedir uma licença de quatro semanas do trabalho. Para ouvir o grande organista Dietrich Buxtehude, ele andou 200 milhas a pé até chegar ao seu destino, Lubeck. O problema é que demorou quatro meses para voltar. Essa "excentricidade" custou-lhe o seu emprego.

Mestre sentimental

A profundidade da música religiosa de Bach é impressionante. E da mesma forma que compunha suas obras, ensinava seus discípulos a executá-las no coral da igreja. Tanto que um de seus alunos, Gottlieb Ziegler, comentou certa vez: "Quanto à maneira de tocar o coral, meu professor, o mestre de capela Bach, ensinou-me de tal forma que não me limito a tocar os corais simplesmente seguindo a música, mas inspirado no sentimento que indicam as palavras".

Trabalhei "duro"

Além de produzir uma obra de imensa variedade e extensão, o grande Bach ainda foi organista, cravista, violinista, regente, diretor de serviços musicais de igreja e professor de meninos. Quando lhe perguntavam o segredo de tanto talento, respondia sem hesitação ou rodeios: "Eu trabalhei duro..."

Anel de Reincken

Bach escreveu para órgão durante toda a sua vida, sendo como organista virtuose e improvisador genial que seus contemporâneos apreciaram sua arte. Consta que ao fim de um longo improviso sobre An Wasserflüssen Babylon, o velho Reincken - sabidamente um homem orgulhoso - passou-lhe o anel que usava no dedo, e disse em alemão: "Eu pensava que esta arte morreria comigo, mas vejo que ela sobreviverá no senhor". Improvisações que também curvaram duques, príncipes e reis como Frederico 2º em Potsdam.

Nas mãos de um charlatão

Nascidos no mesmo ano e considerados os compositores alemães mais famosos da época, Bach e Handel viveram uma infeliz coincidência. Nunca se conheceram pessoalmente, mas ambos tiveram um destino parecido: quase cegos, foram operados pelo mesmo médico, o inglês ambulante John Taylor. No entanto, as cirurgias de ambos não foram bem-sucedidas e, pelas mãos de um charlatão, eles ficaram completamente cegos. No caso de Bach, a cirurgia não apenas se revelou inútil como contribuiu para agravar o seu estado geral e provocar um segundo ataque de apoplexia, privando-lhe os sentidos e movimentos.

Sistema de numeração BWV

As peças de Johann Sebastian Bach estão catalogadas com os números BWV, sendo que BWV significa Bach Werke Verzeichnis (Lista das Obras de Bach). Compilado por Wolfgang Schmieder, o catálogo foi publicado em 1950. Uma variante desse sistema usa o S (de Schmieder) no lugar de BWV, para identificar o autor do sistema de numeração.

Parte II - Mahler


Só Freud explica

Sua busca pela genialidade no trabalho afetou seriamente seu casamento. O famoso psiquiatra Sigmund Freud fez um tratamento com o casal, mas nunca resolveu o problema. Segundo o médico, o grande culpado pelo relacionamento estar tumultuado era o próprio Mahler, que havia se tornado um maníaco compulsivo por perfeição.

Guerra e racismo

O fato de ser judeu e morar numa área tomada pela guerra o fazia se sentir deslocado. Diante disso, tornou- se célebre sua seguinte frase: “ Sou três vezes apátrida, como nativo da Boêmia na Áustria, como austríaco entre os alemães, e como judeu perante o mundo. Sou um intruso em todos os lugares, nunca bem recebido”.

Longas sinfonias

As sinfonias de Mahler são bastante complexas, tanto nas técnicas composicionais empregadas quanto na execução, tanto para os regentes quanto para os ouvintes. Além disso, elas são muito longas: poucas de suas obras cabem integralmente dentro de um único CD.

Fofoqueiros clássicos

Seu comprometimento com a arte fez com que sua carreira tomasse rumos invejados pelos colegas de profissão. Como responsável pela atividade musical de um dos principais centros culturais da Europa, era comum que se envolvesse em diversas intrigas.

Perfeccionista e insatisfeito

Pouco conhecido como compositor em vida, fez fama e fortuna regendo de forma brilhante grandes obras escritas por seus antecessores. Sua busca pela perfeição na regência era tanta que, muitas vezes, causava mal estar entre os músicos que o acompanhavam. Seus ensaios exaustivos lhe renderam a fama de excêntrico.

Parte II - Beethoven


De olhos bem abertos

Em 1825, já completamente surdo, Beethoven foi assistir a um ensaio fechado de um grupo que iria executar o seu Quarteto em mi bemol maior op. 127. Um dos violinistas, Joseph Böhm, registrou o episódio: "O infeliz estava tão surdo que não podia ouvir o som celestial das suas próprias composições". Para espanto de todos, porém, Beethoven chamou a atenção do grupo para os menores erros de execução. "Seus olhos seguiam os arcos, e assim ele era capaz de notar as menores flutuações no tempo ou no ritmo, e corrigi-las na hora", anotou Böhn.

A verdadeira fortuna de Beethoven

Conta-se que um dia Beethoven foi visitar o irmão mais novo, Johann, que a essa altura era um homem rico. Na entrada da mansão, um criado ofereceu-lhe, numa salva de prata, um cartão de visitas onde estava escrito: "Johann van Beethoven, proprietário de terras". O compositor pegou o cartão e, instantes depois, devolveu-o ao criado, após escrever no verso do papel a seguinte anotação: "Ludwig van Beethoven, proprietário de um cérebro".

O amor de Beethoven no cinema

Após a morte de Beethoven, foi encontrada em seus papéis particulares uma carta de amor, escrita a lápis, sem qualquer indicação sobre sua destinatária. "Meu anjo, meu tudo, meu eu…", dizia a carta, redigida em tom de lamento. "Esqueceu de que você não é inteiramente minha e de que eu não sou inteiramente seu? Oh, Deus!", gemia Beethoven. Até hoje os biógrafos discutem a identidade da musa secreta. A história rendeu um filme, Minha amada imortal (Immortal Beloved), de 1994, dirigido por Bernard Rose, com Gary Oldman na pele de Beethoven.

Péssimo pai

Quando Karl, irmão do compositor, morreu em 1815, Beethoven tomou para si a tarefa de criar o sobrinho, que tinha o mesmo nome do pai. Durante meses a fio, o músico travou nos tribunais uma batalha judicial para se tornar tutor da criança, retirando-a das mãos da mãe, a quem julgava uma mulher imoral. Finalmente, após obter ganho de causa, levou o menino para morar com ele. Mas Beethoven acabou revelando-se um tirano no papel de pai adotivo. Após tentar o suicídio, Karl engajou-se no exército austríaco e tratou de sumir da vida do compositor.

Fama eterna

A Nona sinfonia de Beethoven é, sem dúvida, uma das músicas mais conhecidas do mundo. Executada pela primeira vez em 1824, ela já foi incluída na trilha sonora de vários filmes, inclusive no controvertido Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Outra composição muito famosa de Beethoven é a Quinta sinfonia. Nos anos 70, a obra ganhou uma versão eletrônica que virou hit nas discotecas da época. No mundo da propaganda, a Quinta (a do "tchan, tchan, tchan, tchan") já foi usada até para vender aparelhos de barbear.

Parte I - Música Popular

A CANÇÃO MAIS ANTIGA
Canção Assíria, notada com letra e música, datada de 1800 AC.

A CANÇÃO GRAVADA MAIS ANTIGA
'Au Clair de La Lune' de Pierrot Répondit gravada em 1860.

O HINO NACIONAL MAIS ANTIGO
Kimigayo, do Japão, do século IX.

O MAIOR PIANO
Fabricado por Chas H. Challen & sons LTDA na Inglaterra, pesando 1,25 toneladas e medindo 3,55m de comprimento.

A BANDA DE UM MUSICO SÓ
Rory Blackwell, que tocou 108 instrumentos simultaneamente em uma única apresentação.

O PÚBLICO RECORD EM MÚSICA ERUDITA
800.000 pessoas no Central Park em Nova York, dia 5/07/1986, assistindo a filarmônica de Nova York.

O MAIOR CACHÊ
Um bilhão de dólares de cachê mais 890 milhões pela assinatura de contrato de Michael Jackson com a Sony Music.

O INGRESSO MAIS CARO
Cobrado pela apresentação de Johan Jenny Maria Lend (1820-1887), custando US$ 653; US$ 10.500 em valores atualizados em 1996.

O COMPOSITOR QUE TEVE MAIS FILHOS
Johann Sebastian Bach, 24 filhos.

A PRIMEIRA GRAVAÇÃO ELÉTRICA NO BRASIL
A primeira gravação elétrica no Brasil foi em 1927, feita na gravadora Odeon por Francisco Alves.


A DÉCIMA-SEGUNDA MÚSICA MAIS TOCADA NO MUNDO DOS ÚLTIMOS CINQÜENTA ANOS
Garota de Ipanema
"DEIXA ISSO PRA LÁ”
É a música que lançou Jair Rodrigues para o sucesso e foi recusado por Simonal que não gostava de samba.


O PRIMEIRO BRASILEIRO A GRAVAR NA EUROPA
Foi Josué de Barros, o descobridor de Carmem Miranda, na Alemanha, solo de violão.


ALGUNS COMPOSITORES QUE TAMBÉM ERAM MÉDICOS:
Max Nunes (Bandeira Branca), Joubert de Carvalho (Taí, Maringá), Alberto Ribeiro (Copacabana, Chiquita Bacana), Dalto (Muito Estranho), Aldyr Blanc (O bêbado e o equilibrista).


O GRUPO QUE SE APRESENTOU 294 NO CAVERN CLUB EM 3 ANOS:
Os Beatles fizeram 294 apresentações entre dezembro de 1960 e agosto de 1963.


OS PRIMEIROS A FAZER VIDEO CLIPS DE SUAS MÚSICAS:
Os Beatles estavam cansados de tocar diversas vezes em programas de TV, então decidiram gravar as músicas em vídeo e distribuir para as TVs. Os 2 primeiros clips foram: Paperback Writer e Rain. George Harrison disse na série Anthology: "De certa forma, inventamos a MTV."


O PRIMEIRO DISCO NO MUNDO A VIR COM UM ENCARTE COM FOTOS E LETRAS DAS MÚSICAS

O disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles


CANTORA COM MAIS DISCOS NO 1ºLUGAR NO REINO UNIDO
Madonna atingiu a marca de nove discos-solos no 1º lugar em 26/11/2005 quando Confessions on a Dance Floor chegou ao topo da parada britânica.


A CARREIRA MAIS LONGA NAS PARADAS DE R&B NOS EUA
Ray Charles falecido em 2004, começou sua carreira como líder do Maxine Trio com o single 'Confession Blues' em abril de 1949. Seu último disco Ray Sings, Basie Swings foi lançado em 21/10/2006.


MAIOR TAXA DE VENDA DE MÚSICAS POR DOWNLOAD (PAÍS)
A Coréia do Sul se tornou em julho de 2006, o primeiro país a relatar que os downloads represenatavam mais de 50% de suas vendas fonográficas totais.


SINGLE MAIS VENDIDO POR DOWNLOAD NOS EUA
Os downloads de 'Hollaback Girl' de Gwen Stefani (EUA) passaram de 1 milhão em 3/10/2005. Na semana de seu lançamento, concluída em 7/5/2005 foram vendidas 58.500 cópias.


DOWNLOAD DE VENDAGEM MAIS RÁPIDA EM UMA SEMANA NOS EUA
O single 'Laffy Taffy', do D4L, teve o download de mais rápida vendagem nos EUA. Em seu ápice, 175 mil downloads foram vendidos em uma semana. Até 17/2/2006 o número total de downloads vendidos foi de quase 780 mil.


MAIS DOWNLOADS DE MÚSICAS EM UM ANO
Estima-se que 240 milhões de faixas de música foram legitimamente baixadas em todo o mundo em 2005 (com um valor de mais de US$ 1,1 bilhão). Esse número foi 20 vezes maior que do ano anterior.


MAIS VENDAS DE DOWNLOAD EM UMA SEMANA NOS EUA
Na semana que terminou no dia 30/12/2006, um recorde de 30,1 milhões de downloads foi vendido nos EUA. Esse total incluía mais de 1 milhão de discos – a primeira vez na história em que os discos chegaram a ultrapassar essa marca em uma semana.


DISCOS VIRTUAIS
O recorde de downloads de músicas de uma empresa é do Itunes, que em fevereiro de 2006 se tornou a primeira a ter vendido 1 bilhão de faixas por download, marca alcançada em apenas três anos. O bilionésimo download foi de 'Speed of Sound', do Coldplay.


O RECORDE DE ÁLBUNS VENDIDOS EM UMA SEMANA NO RU
Na semana que terminou em 24/12/2005, os discos vendidos no Reino Unido totalizaram 10.581.571.


MÚSICO BRITÂNICO COM MAIS ALBUMS A ALCANÇAR O 1º LUGAR NO REINO UNIDO
O músico britânico com álbuns mais bem sucedidos é Robbie Williams. Quando seu disco Rudebox chegou ao topo da parada do Reino Unido, em 4/11/2006, ele se tornou o artista-solo a alcançar por oito vezes o 1º lugar – igualando o recorde de David Bowie (RU). Diferentemente de Bowie, Williams também foi ao 1º lugar como membro do grupo Take That.


DOWNLOAD DE SINGLE MAIS VENDIDOS EM UMA SEMANA NOS EUA
'Fergalicious' de Fergie (EUA), vendeu 295 mil faixas na semana que terminou em 30/12/2006, tornando-se o download mais vendido nos EUA em uma semana.


DOWNLOAD DE SINGLE MAIS VENDIDO NO RU
Baixado 418.250 vezes até 6/3/2007, o single mais vendido foi 'Crazy' de Gnarls Barkey (EUA).


MAIOR ARRECADAÇÃO
Os Rolling Stones retomaram a coroa de maior arrecadação quando sua turnê de 2006 A Bigger Band faturou US$ 437 milhões.


RECORDE DE MAIOR ARRECADAÇÃO EM UMA TURNÊ POR UMA CANTORA
Quebrando o recorde de maior arrecadação em uma turnê por uma cantora, Madonna (EUA) com 60 apresentações em sua turnê de 2006 – que já havia sido assistida por 1,2 milhões de fãs, o que representa quase US$ 3,2 milhões por show.


SHOW A MAIOR ALTITUDE
Apenas algumas semanas pós a banda Jamiroquai (RU) apresentar-se num avião a 11.277m de altitude, no dia 27/02/2007, estabelecendo o recorde de show a maior altitude, o norueguês Magnet (também conhecido como Even Johansen) roubou a cena dos rivais ingleses com uma apresentação a 12.192 km, num vôo de Oslo, Noruega, a Reykjavik, Islândia, para comemorar o lançamento de seu novo álbum, The Simple Life.


SHOW A MAIOR PROFUNDIDADE
No dia 1 de dezembro de 2006, Katie Melua (RU) e banda – Henry Spinitti, Jim Watson, Tim Harries, Denzil Daniels e Stephen Croxford – fizeram um show a 303m de profundidade, numa perna da plataforma de gás Troll A, da Statoil, na costa de Bergen, Noruega. Foram dois shows de 30 minutos para 20 trabalhadores da plataforma.


O ÁLBUM MAIS VENDIDO ATÉ HOJE NO REINO UNIDO
Greatest Hits da banda Queen com 5,41 milhões de cópias.


O CLÁSSICO MAIS VENDIDO DISPONÍVEL COMO TOQUE DE CELULAR
'Sweet Home Alabama' do Lynyrd Skynyrd (EUA) é o clássico mais vendido disponível como toque de celular com vendas de 1,2 milhões até o fim de 2006.


O MAIS VELHO ARTISTA A LANÇAR UM DISCO
O músico Australiano Smoky Dawson (19/3/1919) é o mais velho artista a lançar um disco. Aos 92 anos e 156 dias de idade ele lançou Homestead of my Dreams em 22/8/2005.


ARTISTA MAIS VELHO A CHEGAR AO TOP 20 DA PARADA BRITÂNICA
Em novembro de 2006 Tony Bennett (3/8/1926) tornou-se o artista mais velho a chegar ao top 20 da parada britânica de discos com Duets: Na American Classic


O ARTISTA MAIS VELHO A CHEGAR AO TOPO COM UM DISCO INÉDITO
Foi Bob Dylan (EUA). Ele tinha 65 anos e 105 dias quando Modern Times chegou ao topo da Billboard 200 em 6/9/2006.


APLAUSO DURANTE 1 HORA E 20 MINUTOS
Em 1991, Placido Domingo foi aplaudido durante 1 hora e 20 minutos após a apresentação de Otello.


A MAIOR PLATEIA MUNDIAL DO ROCK
O publico extimado em 3,5 milhões de pessoas, que esteve presente ao concerto gratuito de Rod Stewart no Rio de Janeiro, na véspera do Ano-novo de 1988.




Quando Patativa do Assaré, grande poeta cearense da literatura de cordel, escreveu o poema de cordel A Triste Partida contando a saga do nordestino que deixa sua terra natal para tentar a sorte nos estados do sul e sudeste, nem de longe imaginava que seus versos iriam se tornar um dos maiores sucessos da canção nordestina, eternizada na voz do Rei do Baião Luiz Gonzaga. Esta canção foi a primeira da MPB a superar a barreira dos 8 minutos de duração.


Ao desistir de sair para trabalhar por causa da chuva, Ary Barroso sentou-se ao piano em sua casa do Leme no Rio de Janeiro e, palavras suas: "Senti, então, iluminar-me uma idéia: a de libertar o samba das tragédias da vida, do sensualismo das paixões incompreendidas, do cenário sensual já tão explorado. Fui sentindo toda a grandeza, o valor, a opulência da nossa terra, gigante pela própria natureza". Nascia então Aquarela do Brasil, reconhecida internacionalmente como uma das mais belas canções brasileiras. Até Walt Disney a inseriu em seus filmes (Veja o vídeo). Se não estivesse chovendo naquele dia, jamais Aquarela existiria.





Em 1974, Toquinho e Vinícius, eternos parceiros, compuseram juntos Uma rosa em minha mão para a novela Fogo sobre terra. Gravação de Marilia Barbosa no disco, tema da personagem Brisa (Sonia Braga). Sucesso nenhum. Anos depois, Toquinho regravaria novamente a canção com um pequeno detalhe: Retiraria a letra de Vinicius e colocaria outra rebatizando a canção de Aquarela. Que sucesso! Será que o problema era a letra do poeta Vinícius de Moraes?


A maioria dos hinos dos grandes clubes brasileiros foi composta por Lamartine Babo. Mas seu maior sucesso, Serra da Boa Esperança, foi composta em homenagem a uma mulher da cidade de Dores de Boa Esperança em MG com a qual ele se correspondia por carta durante um ano sem saber que tratava-se de uma menina, Nair, filha de seu dentista que pegara seu endereço no arquivo do pai e escrevia cartas para ele como se fosse uma adulta apaixonada.


Em 1963 uma canção japonesa fazia muito sucesso no Brasil: Sukiyaki. Ela era interpretada pelo japonês Kyo Sakamoto em sua própria lingua. O sucesso no Brasil foi tão grande que ela ganhou uma versão em português na interpretação do Trio Esperança. Nenhuma outra canção na língua nipônica fez parte das paradas de sucesso do Brasil até hoje.

"Eu sei sofrer", a derradeira obra de um gênio moribundo
Ao contrário do que muitos pensam, não foi a canção Último Desejo a derradeira obra do poeta Noel Rosa, mas sim a canção "Eu sei sofrer" uma espécie de desabafo ao saber que, tuberculoso com apenas 26 anos, tinha poucos dias de vida.

No dia 8 de dezembro de 1980 o mundo ficou chocado pelo assassinato do criador dos Beatles John Lennon por um fã, na porta de sua casa em New York. Elton John ao visitar o local onde ele foi assassinado, reparou que o jardim em frente à sua casa estava vazio, sem plantas ou flôres, todas mortas. Desta visão, em parceria com Bernie Taupin, ele compôs e gravou em 1982 o hit Empt Garden em sua homenagem.




Depois de ter tido um disco inteiro vetado pelos censores, o meu conterrâneo, o pernambucano Paulo Diniz só encontrou uma solução para poder gravar um disco: pegar um poema já pronto, publicado e consequentemente aprovado pela censura e musicá-lo. Fez isto com E Agora José de Carlos Drumond de Andrade. Que sucesso!


Quando Chico Buarque enviou em 1970 a canção Apesar de Você para a censura, tinha certeza que ela não passaria. Mas passou e foi o lado A do compacto simples que tinha no lado B Desalento. 100 mil cópias vendidas, música na boca do povo e um jornal insinua que a canção era uma homenagem ao Presidente Médici (E os censores não perceberam nada!). Imediatamente todos os compactos foram recolhidos, a gravadora invadida e todas as cópias do disco destruídas.


Em 1972 numa noite solitária num quarto de hotel durante um show, Richard assistia ao comercial de um banco. Ao ouvir o jingle do comercial, ligou imediatamente para a TV, pegou informações sobre o jingle e no dia seguinte entrou em contato com o produtor. Deste jingle nasceu o segundo grande sucesso da carreira da dupla (o 1º foi Close to you em 1970): A canção We've Only Just Begun (1972)


Normalmente os poetas fazem canções para homenagear suas cidades. Com a cidade de Maringá no Paraná aconteceu o contrário. A cidade recebeu este nome em homenagem à canção Maringá de Joubert de Carvalho. O fato ocorreu em 1947, quando Elizabeth Thomas, esposa do presidente da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, sugeriu que esta canção que ela gostava tanto desse nome a uma cidade recém-construída pela empresa, e que em breve se tornaria uma das mais prósperas do estado.


Quando Lupicínio Rodrigues foi procurado por seu empregado, um jovem de 19 anos para lhe dizer que sua companheira Mercedes o havia assediado, ele não pensou duas vezes e a expulsou de casa. Meses depois chegou ao seu conhecimento que ela estava entregue ao vício pelos bares. Com a inspiração do fato, ele então compôs aquela que seria um de seus maiores sucessos: Vingança. Na voz de Linda Batista foi o 1º lugar absoluto de 1951.


Quando Isolda num restaurante, enquanto aguardava a chegada do prato pedido, propôs uma brincadeira com duas amigas onde cada uma deveria escrever no guardanapo um verso de amor para um namorado, não imaginava que estava criando um dos maiores sucessos de sua carreira de autora: Os versos que ela escreveu foram "Das lembranças que eu trago da vida você é a saudade que eu gosto de ter" pensando no irmão Milton Carlos que havia falecido num acidente de automóvel.

Nada assusta mais um artista do que a vaia. Cada um lida com ela à sua própria maneira. O Rei Roberto Carlos recebeu a sua do público presente na final do Festival da Canção de 67 que ficou insatisfeito com o resultado no dia 21/10/1967. Mas ele lidou bem com ela até brincando com a câmera.Já Caetano Veloso, no festival de 1968 não conseguiu chegar nem no meio da canção "É proibido proibir" diante de tantas vaias. Caetano então perdeu a paciência e fez um discurso anti-ditadura. Momento memorável.

Todas as vezes que Jerry Adriani se encontra com Erasmo Carlos, não perde a oportunidade de dizer: "Pô, bicho! Você esqueceu do meu nome na tua festa!". Realmente, na Festa de Arromba do Erasmo não estava o Jerry Adriani. Mas a cobrança é apenas brincadeira de amigos.


Quando Alberto Luiz compôs "Balada Nº 7", a idéia era homenagear o jogador Ipojucan do Palmeiras. Só que quando Moacyr a ouviu, na mesma hora falou: "Alberto, esta canção é a cara do Garrincha!". Pra concretizar o destino definitivo da canção, ao ser executada pelo Apolinho (Washington Rodrigues) na Rádio Globo, ele a chamou de "Melô do Garrincha". Pronto! Ipojucan havia perdido a sua homenagem definitivamente. Todo mundo passou a se referir à canção como a "Melô do Garrincha".


Quando Belchior foi até a casa de Antonio Marcos mostrar "Todo sujo de batom" para ele gravar, antes mostrou "Paralelas", mas ele não gostou. Da cozinha onde estava, Vanusa ouviu Belchior passando a canção ao violão e disse: O Tuninho não gostou, mas eu gostei. Quero gravar!" Que sexto sentido da loiraça!


Aos 18 anos, jogando pelo CSA de Alagoas como meia-armador, Djavan resolveu largar o futebol e se dedicar inteiramente à música. Se tivesse continuado, hoje já teria encerrado a carreira e nós jamais poderíamos assistir a esta performance ao lado.

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♫ ♫ Educação Musical ♫ ♫

♫ ♫ Educação Musical ♫ ♫
Educação Musical é a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à música enquanto arte, linguagem e conhecimento. A educação musical, assim como a educação geral e plena do indivíduo, acontece assistematicamente na sociedade, por meio, principalmente, da industria cultural e do folclore e sistematicamente na escola ou em outras instituições de ensino.