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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Teclados e Sintetizadores


A história dos teclados

Música e Tecnologia nº 45 (maio-junho 1994, p.70-73) e nº 46 (julho-agosto 1994, p.64-68)

Os primeiros sintetizadores
Mini Moog Model D (Moog), ARP 2600 (ARP), Mini Korg (Korg)
No fim dos anos 1960, progrediam as experiências com sintetizadores modulares que utilizavam circuitos controlados por voltagem, desenvolvidos pela Moog, ARP e Bulcla. Em 1970 foram lançados os primeiros sintetizadores monofônicos analógicos de pequeno porte. Nestes instrumentos, o som é produzido por intermédio de circuitos eletrônicos, os osciladores, que utilizam transistores.


Sintetizadores analógicos polifônicos com microprocessadores incorporados
Memory Moog (Moog), Prophet V (Sequencial Circuits)
No princípio da década de 1980, foram lançados os sintetizadores analógicos polifônicos, controlados por microprocessadores. Estes instrumentos passaram a utilizar a tecnologia dos chips, a qual permite que operações complexas sejam memorizadas, além de reduzir o peso e o tamanho do aparelho.


Sintetizadores analógico/digitais
ROLAND JX8P e JD800, OBXA, Matrix 6, Matrix 1000 (Oberheim)
Instrumentos que geram som a partir de circuitos analógicos mas são depois processados digitalmente, podendo-se editá-los e arquivá-los em diversos bancos da memória interna do mesmo, em fita K7 ou em outros tipos de dispositivos.


Sintetizadores FM
DX 7, DX 7 II, DX 21, FB01, TX 81Z, V50 (Yamaha)
A partir de 1990, a Yamaha introduziu no mercado, instrumentos FM com versão mais sofisticada chamada Advanced FM (AFM). Instrumentos como SY 22, SY 55, SY 77 e SY 99 são baseados nesta tecnologia e misturam ainda sons sampleados a 16 bits em ROM. A geração de som tipo FM consiste, basicamente, na produção de uma onda senoidal digital, que modula outra onda com as mesmas características da primeira. A moduladora recebe a designação de modulator, e a modulada passa a ser a carrier.


Sintetizadores LA (linear arithmetic)
D 20, D 50, D 550, D 70 e MT 32 (Roland)
É um tipo de síntese subtrativa, que utiliza até quatro elementos para a produção de um som. Este tipo de tecnologia foi introduzida pela Roland, no teclado D50. Este instrumento combina takes de aproximadamente 200 milisegundos de 100 sons previamente sampleados (PCM em ROM), com sons sintetizados do mesmo tipo de oscilador que o do JX8P.


Sintetizadores VS (vector synthesis)
Prophet VS (Sequencial Circuits), Wavestation (Korg)
A tecnologia VS foi desenvolvida a fim de possibilitar maior interação entre as formas de onda disponíveis em um instrumento. Baseia-se na gravação ou seqüenciamento por intermédio do joystick, passando-se de uma forma de onda para outra e variando assim, a sonoridade de um Patch. O resultado sonoro dos instrumentos que utilizam a tecnologia VS pode ser comparado a uma avalanche de timbres.


Samplers
S-50, S-330, S-550, W-30, S-770 (Roland), E-mu Emax HD, E-mu Emax II (Emulator), EPS (Ensoniq), S 1000 (Akai), TX 16W (Yamaha), Dynacord ADS (Dynacord)
Instrumentos, racks ou módulos que gravam digitalmente qualquer informação sonora aplicada na sua entrada de gravação. A faixa de freqüência (Audio-Frequency Bandwidth) dos sons sampleados digitalmente é determinada pelo sample rate, ou seja, o número de vezes por segundo que o som é sampleado.


Teclados e instrumentos modulares multitimbrais
Proteus 1XR, Proteus II (E-mu), M1, M1R, M3R (Korg), MT 32, MT 100, MV 30, D70, (Roland), K4 (Kawai), TG 77 e SY 77 (Yamaha)
São instrumentos ou módulos que recebem em vários canais de MIDI simultaneamente, endereçando-se cada som para uma saída de áudio separada ou para a saída estéreo. O número de vozes disponíveis é distribuído conforme o número de notas que forem executadas em um canal de MIDI. No presente, praticamente todos os instrumentos de teclados, módulos e placas são multitimbrais.


Placas (interfaces) com som próprio
RAP-10, SC-7, SCC-1 GS (Roland), Sound Blaster Pro ASP (Creative Labs), Pro Audio Spectrum (Media Vision)
Devem ser instaladas em um dos slots do micro, e possibilitam grande versatilidade já que os sons dos instrumentos ficam embutidos. Desta forma, pode-se fazer uma apresentação de multimídia sem a necessidade de acoplar teclados ou módulos externos. Há no mercado placas que utilizam tecnologia LA, FM e Sampler. Esta última funciona como um sample player, ou seja, executa sons previamente sampleados em 44,1 ou 48 kHz em 16 bits. Em termos de fidelidade, esta é a única forma recomendável para se obter bons resultados diretamente do computador.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Teremin



Com o final da Primeira Guerra Mundial os primeiros avanços foram no sentido de tornar os equipamentos mais económicos e compactos. Uma dessas invenções foi o teremim, desprovido de teclado, munido de dois detectores de movimento que controlavam o volume e a altura do som a partir do movimento livre das mãos do executante. Um outro exemplo de instrumento é o Ondas Martenot, inventado em 1928 por Maurice Martenot[4] e usado em obras como "Turangalîla" e "Trois Petites Liturgies" de Olivier Messiaen. Mais tarde surgiram instrumentos polifónicos como o Givelet e o órgão Hammond, cujos potenciais foram imediatamente reconhecidos e explorados. O Givelet tinha a capacidade de ser programado, o que foi mais tarde largamente ultrapassado pelos sintetizadores e pelos computadores que viriam a surgir cerca de 25 anos mais tarde. Produzido por Laurens Hammond a partir da fundação de sua empresa em 1929, o órgão Hammond era baseado nos princípios do telarmónio junto com outras tecnologias como as primeiras unidades de reverberação.[5]

O movimento futurista, iniciado na Itália pelo poeta Filippo Marinetti, rapidamente se expandiu pela Europa, na defesa da liberdade da expressão artística, que se revelou na música pela utilização de técnicas de produção sonora não convencionais até então, dando-se valor ao que é considerado "barulho". Luigi Russolo propôs, na década de 1910, em The Art of Noises[6], a composição musical a partir de fontes sonoras do meio ambiente, na busca da variedade infinita dos ruídos. O efeito prático desta proposta foi a construção de instrumentos produtores de ruído como o Intonarumori. O primeiro concerto da série The Art of Noises ocorreu em 21 de abril de 1914, e em junho concertos similares ocorreram em Paris.

O compositor francês Edgard Varèse, foi pioneiro na exploração de novos conceitos de expressão musical. A sua técnica de instrumentação revelava um ruptura com a escola vigente no Conservatório de Paris, quebra essa absolutamente necessária para a aceitação de fontes electrónicas na composição musical. O conceito de análise e de "regenese" dos sons foi explorado por Varèse na sua obra instrumental, obrigando-o a utilizar os instrumentos como componentes de massas sonoras de diferentes timbres, densidades e volumes. As aspirações de Varèse no campo da música electrónica foram bloqueadas por razões financeiras e pelo deficiente apoio que recebeu. As obras teóricas de Thérémin, inventor do instrumento com o mesmo nome, debruçavam-se sobre os princípios analíticos na música, de forma sistemática e científica, antecipando a metodologia da composição de música electrónica.

Na França, um dos instrumentos eletrônicos mais famosos são as ondas Martenot, inventadas em 1928 por Maurice Martenot, e desenvolvidas para reproduzir os sons microtonais encontrados na música hindu. Após demonstração por Maurice em Paris, compositores começaram a utilizar o instrumento. Já o trautônio também foi inventado em 1928, e em 1940 Richard Strauss o utilizou.

Essa nova classe de instrumentos microtonais por natureza foi adotada lentamente pelos compositores, mas, a partir do início da década de 1930, houve um aumento substancial de novos trabalhos incorporando esses e outros instrumentos eletrônicos.

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Educação Musical é a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à música enquanto arte, linguagem e conhecimento. A educação musical, assim como a educação geral e plena do indivíduo, acontece assistematicamente na sociedade, por meio, principalmente, da industria cultural e do folclore e sistematicamente na escola ou em outras instituições de ensino.